Simplás acessa tecnologia sobre reciclagem


A reciclagem dos pacotes de salgadinho consumidos aos milhões todos os dias, ao redor do mundo, pode dar origem a uma matéria-prima revolucionária para impressão 3D. O segredo consiste em aditivar o polipropileno biorientado (BOPP) das embalagens descartadas de batatas fritas, nachos e outras guloseimas com partículas de grafeno. E representa uma das oportunidades identificadas para o mercado do plástico durante visita a centros de excelência tecnológica, em São Paulo, pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás).

Já é a segunda vez em menos de seis meses que o sindicato passa pelo Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias da Universidade Presbiteriana Mackenzie - o MackGraphe, onde a novidade foi apresentada quinta-feira (12). Assim como na ocasião anterior, em novembro passado, o objetivo é detectar e compreender os possíveis impactos do grafeno para a indústria do plástico.

As possibilidades de aplicações só crescem no setor. Existe a perspectiva de que, em breve, toda a carroceria de um automóvel, que hoje é fabricada em aço, possa ter estrutura de plástico aditivado com grafeno. A substância é mais de 200 vezes mais resistente do que o aço, porém, flexível.

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